quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

2012: Tudo o que você precisa saber sobre o fim do mundo





À medida que internet se expande, mais informações passam a ser acessadas transformando o simples ato de navegar na rede na mais fantástica forma de disseminação do conhecimento jamais ocorrida na história da humanidade.


Apesar disso ser motivo de orgulho da nossa sociedade, a grande rede também contribui de forma assustadora na propagação do falso conhecimento, já que criar um blog com artigos pseudocientíficos, falsos ou alarmantes é a coisa mais fácil do mundo.
Um dos assuntos preferidos desses blogs - e até de sites maiores - é o Fim do Mundo, previsto para acontecer em 21 de dezembro de 2012. Esse "evento" será provocado por uma série de acontecimentos coincidentes, confusos e desconexos, mas não menos fantásticos e lucrativos, aliás, muito, muito lucrativos.
Segundo esses blogs, parece que tudo acontecerá ao mesmo tempo em 2012, data em que todas as forças naturais ou ocultas do Universo se juntarão contra nosso planeta e o destruirão, dando início à uma Nova Era ou à extinção da humanidade, não se sabe bem o que.

Forças Ocultas
De acordo com o previsto, em dezembro de 2012 ocorrerá um alinhamento de planetas, com a Terra se alinhando com o centro da Galáxia. Quando isso ocorrer, forças até então desconhecidas criarão fenômenos naturais que o Homem jamais experimentou, com mortes e destruição em escala gigantesca.
Além do alinhamento planetário, nosso Sol também entrará em um período de atividade magnética sem precedentes, disparando partículas solares contra a Terra. Esse intenso bombardeio cósmico destruirá equipamentos e fulminará os seres vivos, já que a magnetosfera protetora terá sido extinta pelas forças naturais criadas pelo alinhamento.
Como se não bastasse, tudo isso será tremendamente amplificado pela inversão do campo magnético da Terra, que fará o planeta girar ao contrário, fenômeno esse que será provocado pelo alinhamento ou pelo choque do planeta Nibiru ou Hercólubus, que se aproximam do nosso planeta em rota de colisão inevitável.
Todo esse cataclismo varia tremendamente entre um blog ou outro, não havendo coerência entre os fatos narrados, que podem mudar de acordo com a interpretação de quem escreve ou lê. No entanto, todos se alicerçam em um fato em comum e alardeado como a mais pura verdade da humanidade: A Profecia Maia do Fim do Mundo.

Saindo das Trevas
Antes de trazer luz aos fatos, é importante destacar que tudo que foi mostrado acima não tem qualquer embasamento científico e sob esse ponto de vista não há qualquer evento previsto para acontecer em dezembro de 2012. Filmes, textos e programas de televisão que afirmam o contrário devem ser vistos apenas com o propósito da diversão e entretenimento, que como dissemos no início do artigo, são bastante lucrativos!

Qual a origem? Porque 2012?
Ao que tudo indica, toda essa história começou com o alerta de que Nibiru, um hipotético planeta descoberto pelos Sumérios há mais de 4 mil anos irá se chocar contra a Terra. A catástrofe estava inicialmente prevista para acontecer em maio de 2003, mas como nada aconteceu o dia do Juízo Final foi mudado para dezembro de 2012. Essa data foi escolhida por marcar um importante ciclo do Calendário Maia, que por pura coincidência termina exatamente no solstício de verão de 2012, no dia 21 de dezembro.

Quem eram os Maias?
Os Maias formavam uma civilização mesoamericana que atingiu o ápice do desenvolvimento entre 250 D.C e 900 D.C e é considerada como uma das mais dinâmicas sociedades do mundo pré-colombiano.

Os Mais eram excelentes astrônomos e observadores e mapearam com bastante precisão as fases e movimentos de diversos corpos celestes, especialmente a Lua e Vênus. Além disso, desenvolveram um complexo e preciso sistema de medição de tempo baseado em dois calendários principais chamados Tzolk'in, de 260 dias e Haab', de 365 dias, mas nem um dos dois numerava os anos.

O Calendário Maia
Para formar uma data os Maias faziam combinações entre um símbolo Tzolk'in e um símbolo Haab' e esse sistema era suficiente para satisfazer a maior parte da sociedade, já que qualquer combinação não se repetia antes de 52 anos, tempo bem maior que a expectativa de vida comum da época. Este período era conhecido como um Ciclo de Calendário e era sempre marcado por tensões e má sorte entre eles, que aguardavam ansiosos para ver se os deuses concederiam outro ciclo de 52 anos.
Apesar de ser um método engenhoso de contar os dias, o calendário de 52 anos não permitia aos Maias datar longos períodos de tempo e para isso era usado o calendário da contagem longa, de base 20.
A palavra Maia para dia era k´in. O período de 20 k´ins era chamado de Winal e 18 Winals, o equivalente a 360 dias, era chamado de tun. 20 tuns eram chamados de K´atun (19.7 anos) e 20 k´atuns eram chamados de B´ak´tun e equivalia a 394.3 anos. Se achou um pouco confuso a tabela abaixo ajuda a compreender.


Por que 2012?
Ao que tudo indica, toda a mística envolvendo o ano de 2012 se deve a uma interpretação errônea desse calendário, aliada à algumas coincidências verdadeiras e outras inventadas ou manipuladas.
No primeiro caso, não se sabe se por ignorância ou má fé, consideraram o último dia do 13º b´ak´tun (21 de dezembro de 2012) como a data derradeira do calendário, mas isso não é correto. Da mesma forma como nossa contagem não termina em 31 de dezembro, a contagem maia também não finaliza no 13 b´ak´tun, pois ainda se seguirão os b'ak'tuns 14º a 20º, continuação natural do calendário da contagem longa de base 20.

Má Fé
Segundo a pesquisadora Sandra Noble, diretora executiva da organização de pesquisa mesoamericana FAMSI, a apresentação de dezembro de 2012 como um evento de fim de mundo ou uma grande mudança cósmica é uma completa invenção e uma chance de muita gente ganhar dinheiro. "Usaram de má fé e ignoraram completamente a continuação do calendário de contagem longa. Não me surpreenderei se em janeiro de 2013 essas mesmas pessoas anunciarem uma nova data de fim do mundo", disse Noble.

Alinhamento
Com relação às coincidências, a primeira delas é que em 21 de dezembro o Sol atinge a maior declinação medida a partir da linha equador, quando se inicia o verão no hemisfério sul e inverno no hemisfério norte. Além disso, em 2012 estaremos praticamente no ápice do ciclo da máxima atividade solar, com maior quantidade de tempestades geomagnéticas ocorrendo no planeta. Juntando essas duas coincidências ao fato de que em 21 de dezembro sempre ocorre o segundo "alinhamento" anual entre o Sol, Terra e centro galáctico, fica fácil entender por que essa data foi escolhida.

Além das coincidências mostradas, 21 de dezembro de 2012 é a data que os místicos elegeram para o impacto do hipotético planeta Nibiru contra a Terra e também de uma alardeada abrupta mudança na orientação dos polos magnéticos da Terra.
Como foi dito no início do artigo, de acordo com os místicos parece que tudo acontecerá ao mesmo tempo em 2012. As consequências não são claras e cada defensor de uma teoria aponta rumos diferentes para os acontecimentos que se sucederão após 21 de dezembro de 2012, desde a destruição total do planeta até o início de uma Nova Era. No entanto, essa visão não é compartilhada pela ciência, que se baseia em fatos concretos e não em profecias ou ilusões.

Posição da Ciência
Com o objetivo de trazer um pouco de luz sobre o assunto, preparamos uma série de respostas de como a ciência enxerga as coincidências mostradas e o que de fato pode acontecer em 2012 sob esse ponto de vista. Perguntas como "Nibiru vai se chocar contra a Terra?" ou "Os polos magnéticos vão se inverter?" serão respondidas de forma simples e objetiva, sem muito tecnicismo.
Nossa intenção não é fazer com que as pessoas que tenham opinião contrária, mudem de opinião. Isso é praticamente impossível. Nosso objetivo é apenas mostrar a verdade científica para aqueles que ainda têm dúvidas sobre o assunto ou que nunca ainda tenham ouvido falar sobre ele.

Fatos e Mitos sobre 2012
Existem diversos sites e blogs dizendo que o mundo vai acabar em 2012. O que vai acontecer?
Nada de diferente ou de ruim vai acontecer com a Terra nesse dia. Não existe nenhuma catástrofe prevista pela ciência, nem planetas em rota de colisão, nem asteroides se aproximando a toda velocidade. Não existe nenhum fato científico que mostre que o mundo vai acabar em 2012.

É verdade que vai acontecer um alinhamento planetário em 2012?
Não, isso não é verdade. O que vai acontecer em 21 de dezembro de 2012 será o "quase alinhamento" entre a Terra, o Sol e o centro da Galáxia, mas é muito importante lembrar que isso ocorre todos os anos nessa época do ano e não apenas em 2012.
O suposto "alinhamento" também acontece em 21 de junho, quando a Terra está na posição contrária da órbita com relação a dezembro, ficando entre o Sol e o centro da Via Láctea. Essa disposição ocorre há milhões de anos e não constitui nenhuma novidade. Com relação aos outros planetas, nem de longe a posição deles em 21/12/2012 se assemelha a um alinhamento, conforme mostra a carta celeste.

Existe mesmo um planeta chamado Nibiru ou Planeta-X que vai se chocar com a Terra?
Nibiru é o nome de um suposto planeta proposto pelo escritor Zecharia Sitchin. Segundo ele, o planeta já era conhecido pelos Sumérios há mais de 5500 anos e tem um período orbital de 3600 anos.
No entender dos seguidores de Sitchin, Nibiru se aproximaria de novo em 2003, mas como nada aconteceu mudaram a data para 2012. Em 2008 diziam que já era possível vê-lo a olho nu a partir de 2009, mas como ninguém o observou até agora o assunto ficou meio esquecido.
Nibiru e outras histórias não passam de "pegadinha de internet" e antes do advento da rede mundial de computadores ninguém falava nesse assunto, que tomou fôlego a partir do final da década de 1990.
Não existe qualquer base científica para a afirmação da existência de Nibiru. Caso o planeta realmente existisse, astrônomos do mundo inteiro já o teriam visto e calculado sua órbita. Não seria necessário supertelescópios nem agências espaciais, apenas observações normais que qualquer pessoa pode fazer.
Com relação ao Planeta-X, esse é o nome que se dá a qualquer corpo hipotético que possa causar perturbações gravitacionais em outros objetos, mas que ainda não tenha sido descoberto. Plutão, por exemplo, já foi chamado de Planeta-X. Eris e Ceres também.
Atualmente, alguns cientistas especulam sobre a possibilidade de um objeto de grande dimensão localizado há mais de 1 ano-luz de distância (9 trilhões de km), nas proximidades da nuvem de Oort. A existência desse objeto foi proposta em 1999 pelo astrofísico John J. Matese, da Universidade de Louisiana, a partir de perturbações gravitacionais exercidas em cometas localizados no interior da Nuvem, mas até agora não foram encontradas provas de sua existência.

Os polos da Terra vão se inverter?
Muito se fala sobre a inversão dos polos magnéticos da Terra. Alguns dizem que eles se inverterão abruptamente, enquanto outros afirmam que quando isso acontecer a catástrofe será total.

Ao que tudo indica, desde que a Terra existe os polos magnéticos já trocaram de posição por diversas vezes. Essa informação foi obtida após a análise dos minerais ferromagnéticos contido nas rochas, que mostraram que essas inversões ocorrem em intervalos não regulares de cerca de 250 mil anos. No entanto, não existe qualquer comprovação de que isso oconteceu abruptamente, com exceção de algumas localidades do planeta que ainda estão sendo investigadas.
Segundo os geofísicos, as inversões do campo magnético são muito lentas e neste exato momento estamos passando por uma delas. Isso significa que em 250 mil anos os polos magnéticos poderão estar em lugares opostos ao que estão hoje.
Assim sendo, não há nenhum risco de que isso acontecerá em dezembro 2012.

O eixo da Terra poderá mudar de inclinação?
É importante explicar que a inclinação do eixo da Terra foi determinada há milhões de anos, quando todo o Sistema Solar ainda estava em formação. Não se sabe exatamente como isso aconteceu, mas acredita-se que foi devido ao choque com algum dos inúmeros asteroides que rodeavam nosso planeta naquela época.
Para que o eixo da Terra seja abalado é necessária uma força descomunal, inimaginável. Nenhuma força terrestre conhecida tem capacidade de alterar essa inclinação. Isso só seria possível se algum objeto muito grande, de dimensões planetárias, se chocasse contra a Terra e até agora os cientistas não tem conhecimento de qualquer objeto que esteja vindo em nossa direção.

A Atividade Solar está aumentando?
O Sol passa por períodos de alta e baixa atividade a cada 11 anos, chamados mínimos e máximos solares. Os cálculos mostram que o próximo máximo solar ocorrerá em março de 2013 e até lá deveremos observar momentos de muita instabilidade na estrela.

Em 2012 poderemos presenciar diversas tempestades solares, com efeitos na Terra que podem ir desde simples auroras boreais até avarias e blecautes elétricos, além de falhas nas radiocomunicação e panes em sistemas eletrônicos, especialmente satélites.
Responsável por milhões de dólares de prejuízo todos os anos, as tempestades solares são comuns e a cada dia novas medidas são tomadas na proteção e prevenção dos patrimônios sujeitos a esses fenômenos.
Apesar de possíveis prejuízos, cenários como aqueles apresentados em documentários, em que os humores do astro-rei causam blecautes mundiais que beiram o Armageddon, não passam de obra de ficção.

Resumindo
Para finalizar, se você está com medo de que alguma coisa desconhecida possa acontecer em 2012, nosso conselho é para você relaxar e não se preocupar. Não leve a sério os blogs e sites que apregoam o fim do mundo. No fundo, tudo o que eles querem é ter mais audiência e não estão nem um pouco interessados em explicar para você o lado científico das coisas. Para eles, quanto mais confuso você ficar, melhor.
Esperamos ter ajudado!
Texo retirado do APOLO11.COM



Foto: No topo, ceno do filme "2012". Cortesia: Columbia Pictures. Na sequência, mapa histórico dos territórios habitados por povos de língua maia. Em seguida, exemplo da contagem do calendário maia e carta celeste mostrando a posição dos astros em 21 de dezembro de 2012, dia do solstício de verão no hemisfério sul e do "alinhamento" entre a Terra, Sol e Centro Galáctico. Créditos: Wikimedia Commons, Apolo11.com.

Cientista da Nasa explica por que o mundo não vai acabar em 2012


Nasa divulgou um vídeo de resposta às várias teorias que se popularizaram sobre o fim do mundo em dezembro de 2012. Nele, o cientista do Laboratório de Propulsão de Jatos Don Yeomans discorre sobre cada uma das hipóteses mais conhecidas e explica por que elas não se concretizarão.
Primeiro, Yeomans explica que toda essa comoção em volta do dia 21 de dezembro de 2012 começou com o calendário Maia, que terminaria neste dia. Mas, segundo o cientista, o que está indicado no calendário é o fim de um ciclo e o início de outro, não o apocalipse. Ele o compara com a forma em que nós contamos os anos – todos os dias 31 de dezembro um ciclo termina, para outro começar no dia 1 de janeiro.
Depois o especialista da Nasa fala sobre Nibiru, um planeta que seria quatro vezes maior do que a Terra, também conhecido como “Planeta X”. Segundo outra teoria do apocalipse, esse astro estaria em uma rota de colisão com a Terra. Para Yeomans, é impossível que ninguém tenha detectado Nibiru se aproximando, se isso realmente estiver acontecendo.
“Tem gente que acredita que a Nasa está escondendo essas informações. Mas existem milhares de astrônomos fora da organização que olham para os céus todas as noites. Com certeza, eles teriam notado essa movimentação”, argumenta o cientista.
Outra hipótese é a de uma grande tempestade solar que aconteceria no dia 21 de dezembro seria a razão do fim do mundo. Este tipo de evento, como já explicamos em outro artigo, realmente está se tornando mais frequente – isso porque o Sol passa por ciclos e seu período de maior atividade está previsto para o fim deste ano e o começo de 2013.
O argumento de Yeomans é que, na verdade, a máxima solar irá acontecer apenas em maio do ano que vem e que, mesmo assim, a atividade não deverá ser tão intensa. Basicamente, não há evidências de que tempestades solares, como as que aconteceram durante o início de março, possam ocorrer novamente.
Para quem acredita que o apocalipse será causado pelo alinhamento dos planetas, que geraria uma mudança catastrófica nas marés, a resposta do cientista da Nasa é direta: não há nenhum alinhamento previsto para o fim de 2012. Mesmo que houvesse uma movimentação do gênero, outros planetas não poderiam afetar as marés. Os únicos corpos celestes capazes de fazer isso são a Lua, como aprendemos nas aulas de geografia, e o Sol.
Também existe o boato de que, de alguma forma, os pólos magnéticos da Terra irão se inverter. Isso simplesmente não pode ocorrer por causa da Lua – nosso satélite estabiliza a rotação do planeta e não permite que a rotação dele mude de uma hora para a outra. Os pólos podem, sim, mudar, mas fazem isso aos poucos, demorando milhares de anos até que eles se invertam.
Yeomans conclui seu vídeo lembrando-se das inúmeras previsões para o fim do mundo que já foram feitas, causaram pânico e não se cumpriram. “Ainda estamos aqui”, declara.
Confira o vídeo (em inglês):

Link: http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI299017-17770,00-CIENTISTA+DA+NASA+EXPLICA+POR+QUE+O+MUNDO+NAO+VAI+ACABAR+EM.html

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

O clima em nossas vidas.


Poluição, derretimento das geleiras, catástrofes naturais, efeito estufa e aquecimento global são umas das principais desculpas criadas por nossa sociedade para afirmar que o planeta terra que já viveu aproximadamente 4,5 bilhões de anos esteja chegando ao fim, mas será que realmente isso e real?

Perguntas Frequentes:


1- O homem pode modificar nosso clima?

Não, o homem pode danificar localmente um exemplo disso e quando o homem constrói uma cidade que não tem pra onde escorrer a água então a cidade alagara em instantes, mas numa mudança global não. Se formos para pra analisar somos uma poeirinha no meio de uma imensidão então proporcionalmente não fazemos uma diferença global.




2- O que pode modificar nosso clima?

O sol e um dos principais fatores, pois tem horas que o calor gerado por ele e maior outra hora e menor então a uma certa modificação climática.

Os oceanos que cobre 71% do nosso planeta nossos oceanos e que é nossa fonte de calor, pois são eles que sugar e liberar uma temperatura adequada ou não para nosso planeta.



3- A criação de gado e a liberação de metano pode modificar o clima?

Nem esquenta nem esfria nosso planeta, pois a cada dez molécula de metano liberado pelo gado nove molécula e absorvida pelo oceano causando então um equilíbrio.




4- O que são Fitoplâncton?

Fitoplâncton são organismos vegetais que vivem nos mares, lagos ou rios e fazem o mesmo processo das árvores absorvendo o gás carbônico e liberando o oxigênio.



5- Por que as temperaturas registradas por cientistas estão aumentando?

As temperaturas registradas por esses termômetros normalmente são registradas em grandes cidades como São Paulo que são lugares onde o homem fez sua diferença local, mas global não tem como haver essa modificação. 





6- E as estações de monitoramento do ar?

Essas estações de monitoramento normalmente também são instalada em grandes cidades e colada com grandes avenidas ou ruas de muito transito então as descargas dos carros estão sempre em cima dessas estações podendo ou não modificar a real temperatura do ambiente.


7- Derretimento das geleiras?

O derretimento das geleiras faz parte de um ciclo natural em que envolve a lua, pois quando a lua esta cheia ela tende a locomover essa água por meio da atração gravitacional então as águas dos trópicos de câncer e de capricórnios tende a se locomover para as geleiras ou para as pontas do planeta causando um derretimento na parte de baixo das geleiras dando a impressão de que a terra esta esquentando então digamos que 2% do ice Berg esta pra fora do mar e os outros 98% esta submerso então quando as corretes de água quente passa por baixo das geleiras a uma pecar de 1% e fica 99% de baixo d’água e 1% pra fora, mas esse derretimento volta a congelar depois de um 1 a 2 meses depois e tudo volta ao normal então esta tudo girando como um ciclo que pode ser de ano a ano ou ate mesmo de década a década, mas sempre em equilíbrio.

                                                                    
                                                                   (Antarctica)

O Ártico no Polo Norte bateu o recorde de derretimento no verão. Este ano caminha para fechar como o mais quente da história. Foi o verão mais escaldante no Hemisfério Norte. Por outro lado, do lado de cá do mundo, surgem outras notícias. Os pinguins da Antártica não devem estar tão preocupados agora. O mar congelado que cerca a Antártica, no Polo Sul, bateu o recorde de extensão no inverno. A camada de gelo flutuante (que aparece em branco na imagem acima) chegou a 19,44 milhões de quilômetros quadrados em 2012, segundo o Centro Nacional de Neve e Gelo (NSIDC), dos Estados Unidos. O recorde anterior, de 2006, era de 19,39 milhões de quilômetros quadrados.

artigo retirado do site:http://colunas.revistaepoca.globo.com/planeta/2012/10/11/o-mar-congelado-na-antartica-bate-recorde-cade-o-aquecimento-global/

                                                                          (Ártico)



8- O planeta terra esta esfriando ou aquecendo?

Nenhum nem outro o planeta por mas que passe épocas quentes ou frias elas estão seguindo um ciclo natural ou seja o nosso planeta esta em equilíbrio.



9- A chuva pode interferir no clima?

Sim numa cidade, por exemplo, em que sua temperatura e elevada quando começa as épocas de chuva as gotas d’água ao cair alem de limpar os detritos poluentes elas também tem o poder de 
absorver o calor e deixar o ambiente muito mas estável e agradável.




10- Qual e melhor um planeta quente ou frio?

Os dois e bom, pois para que haja vida na terra precisamos de temperaturas quentes e frias e isso vai a depender da situação em que se vive hoje.



Caros Leitores. Caso teja alguma pergunta a respeito do assunto mande escreva nos comentários abaixo e iremos responder sua pergunta
 



segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Caros leitores peço a todos que por favor responda a enquete feita ao lado com o tema "O aquecimento Global existe ?" Muito Obrigado.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Estrelas mais brilhantes do Universo vivem em pares

Estrelas mais brilhantes do Universo vivem em pares
Casais violentos
Um novo estudo que utilizou o Very Large Telescope (VLT) do ESO mostrou que
A maioria das estrelas brilhantes de massa muito elevada, responsáveis pela evolução das galáxias, não vivem isoladas.
Quase três quartos destas estrelas têm uma companheira próxima, muito mais do que se supunha anteriormente.
Surpreendentemente, a maior parte destes pares interagem de modo violento, ocorrendo, por exemplo, transferência de massa de uma estrela para a outra.
Pensa-se que cerca de um terço destes pares acabará por se fundir, formando uma única estrela.
A descoberta, publicada na revista Science desta quinta-feira, utilizou o VLT (Very Large Telescope) do ESO.
Monstros cósmicos
O Universo é um lugar com muitos aspectos e muitas das estrelas são bastante diferentes do Sol.
A equipe internacional utilizou o VLT para estudar estrelas do tipo O, que apresentam temperaturas, massas e luminosidades muito elevadas. Estas estrelas têm vidas curtas e violentas, desempenhando um papel fundamental na evolução das galáxias.
Estão também ligadas a fenômenos extremos, tais como "estrelas vampiras", onde a estrela menor suga matéria da superfície da companheira maior, e explosões de raios gama.
"Estas estrelas são autênticos monstros," diz Hughes Sana (Universidade de Amesterdam, Holanda), autor principal do estudo. "Têm 15 ou mais vezes a massa do nosso Sol e podem ser até um milhão de vezes mais brilhantes. Estas estrelas são tão quentes que brilham com uma luz azul-esbranquiçada e têm temperaturas superficiais que excedem 30 mil graus Celsius."
Os astrônomos estudaram uma amostra de 71 estrelas de tipo O, tanto isoladas como em pares (sistemas binários) em seis aglomerados estelares jovens próximos na Via Láctea. A maior parte das observações utilizou os telescópios do ESO, incluindo o VLT.
Evolução das galáxias
Ao analisar a radiação emitida por estes objetos com um detalhamento inédito, a equipe descobriu que 75% de todas as estrelas do tipo O fazem parte de um sistema binário, uma proporção mais elevada do que se supunha até agora, e a primeira determinação precisa deste valor.
Mais importante ainda, a equipe descobriu que a proporção destes pares onde as estrelas se encontram suficientemente próximas uma da outra para que haja interação entre elas (quer através de fusão estelar, quer através de transferência de massa pelas chamadas estrelas vampiras) é muito mais elevada do que a esperada, resultado que tem implicações profundas na nossa compreensão da evolução de galáxias.
As estrelas do tipo O constituem apenas uma fração de 1% das estrelas no Universo, mas os fenômenos violentos a que estão associadas significam que têm um efeito desproporcional em seu meio circundante.
Os ventos e choques que vêm destas estrelas podem tanto dar origem como interromper a formação estelar, a sua radiação faz com que as nebulosas brilhem, as suas supernovas enriquecem as galáxias com elementos pesados essenciais à vida, estando ainda associadas às explosões de raios gama, as quais se contam entre os fenômenos mais energéticos no Universo. As estrelas de tipo O estão por isso implicadas em muitos dos mecanismos que fazem evoluir as galáxias.
"A vida de uma estrela é grandemente afetada pelo fato desta se encontrar próxima de outra," diz Selma de Mink (Space Telescope Science Institute, EUA), coautora do estudo. "Se duas estrelas orbitam muito próximas uma da outra, poderão eventualmente fundir-se. Mas mesmo que isso não aconteça, uma das estrelas normalmente retira matéria da superfície da outra".Estrelas mais brilhantes do Universo vivem em pares
Universo não aceita simplificações
As fusões entre estrelas, as quais a equipe estima que serão o destino final de cerca de 20 a 30% das estrelas de tipo O, são fenômenos violentos. Mas mesmo o cenário comparativamente calmo de estrelas vampiras, que acontece em 40 a 50% dos casos, tem efeitos profundos no modo como as estrelas evoluem.
Até agora, os astrônomos pensavam que os sistemas binários de estrelas de elevada massa, onde as componentes orbitam muito próximo uma da outra, eram uma exceção, algo apenas necessário para explicar fenômenos exóticos, tais como binárias de raios X, pulsares duplos ou buracos negros binários.
Este novo estudo mostra que, para interpretar corretamente o Universo, não podemos fazer esta simplificação: estas estrelas duplas de elevada massa não são apenas comuns, as suas vidas são também fundamentalmente diferentes daquelas que existem enquanto estrelas isoladas.
Por exemplo, no caso das estrelas vampiras, a estrela menor, de massa menor, rejuvenesce ao sugar hidrogênio fresco da sua companheira. A sua massa irá aumentar substancialmente e irá sobreviver à sua companheira, vivendo muito mais tempo do que uma estrela isolada com a mesma massa.
Entretanto, a estrela vítima fica sem o seu envelope antes de ter oportunidade de se tornar numa supergigante vermelha luminosa. Em vez disso, o seu núcleo azul quente fica exposto. Deste fenômeno resulta que a população estelar de uma galáxia distante poderá parecer muito mais jovem do que é na realidade: tanto as estrelas vampiras rejuvenescidas como as estrelas vítimas diminuídas tornam-se mais quentes e azuis em termos de cor, ficando portanto com a aparência de estrelas mais jovens.
Saber a verdadeira proporção das estrelas binárias de elevada massa em interação é por isso crucial para se poder caracterizar corretamente estas galáxias longínquas.
"A única informação que os astrônomos têm das galáxias distantes é fornecida pela radiação que chega aos telescópios. Sem fazer suposições sobre o que é responsável por esta radiação, não podemos tirar conclusões sobre a galáxia, tais como quão massiva ou jovem ela é. Este estudo mostra que a suposição frequente de que a maioria das estrelas existem de forma isolada pode levar a conclusões erradas," conclui Hughes Sana.
Para compreender qual a proporção destes efeitos e como é que esta nova perspectiva afetará a nova visão da evolução galáctica será necessário agora fazer a modelagem de estrelas binárias, algo muito complicado.
Por isso demorará algum tempo até que estas considerações sejam incluídas nos modelos de formação galáctica.
Classificação de estrelas
A maioria das estrelas é classificada de acordo com o seu tipo espectral, ou cor.
Este parâmetro está, por sua vez, relacionado com a massa das estrelas e a sua temperatura superficial.
Partindo da mais azul (e portanto da mais quente e de maior massa) até a mais vermelha (e portanto a mais fria e de menor massa), a sequência de classificação mais comum é O, B, A, F, G, K e M.
As estrelas do tipo O têm uma temperatura superficial de cerca de 30 mil graus Celsius ou mais, e possuem coloração azul pálido brilhante. A sua massa é 15 ou mais vezes a massa do Sol.
Linhas de absorção
As estrelas que compõem os sistemas binários estão geralmente muito próximas uma da outra para poderem ser observadas como dois pontos de luz separados de modo direto.
No entanto, a equipe conseguiu detectar a sua natureza binária utilizando o instrumento UVES (Ultraviolet and Visible Echelle Spectrograph) montado no VLT.
Os espectrógrafos separam a radiação emitida pelas estrelas, num processo semelhante ao de um prisma que separa a radiação solar num arco-íris.
Impressos na radiação estelar encontram-se tênues padrões de linhas causadas pelos elementos químicos presentes nas atmosferas das estrelas, que escurecem cores específicas da radiação.
Quando os astrônomos observam estrelas únicas, estes padrões, chamados linhas de absorção, estão bem fixos, mas, nos sistemas binários, as linhas vindas das duas estrelas estão ligeiramente deslocadas, uma relativamente à outra, devido ao movimento das estrelas.
Características tais como o quanto estas linhas se encontram deslocadas uma da outra, ou o modo como se deslocam com o tempo, permitem aos astrônomos determinar o movimentos das estrelas e daí as suas características orbitais, incluindo se as estrelas se encontram suficientemente perto uma da outra para que possa haver trocas de matéria ou até fusão.
Hidrogênio das estrelas
A existência do número enorme de estrelas vampiras agora identificado está de acordo com um outro fenômeno anteriormente inexplicável.
Cerca de um terço das estrelas que explodem como supernovas têm, surpreendentemente, muito pouco hidrogênio.
No entanto, a proporção de supernovas pobres em hidrogênio está de acordo com a proporção de estrelas vampiras encontradas neste estudo.
Espera-se que as estrelas vampiras deem origem a supernovas pobres em hidrogênio nas suas vítimas, uma vez que as camadas exteriores ricas em hidrogênio terão sido arrancadas pela gravidade da estrela vampira antes de a vítima ter tido oportunidade de explodir como supernova.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Cinturão elétrico ao redor da Terra é o próximo alvo de estudos da Nasa

Agência espacial americana quer saber a origem das partículas que formam os anéis e entender do que são feitas as estrelas, as galáxias e o universo

Novo projeto da Nasa que pretende estudar o plasma ao redor da Terra

Dois enormes cinturões elétricos ao redor da Terra estão na mira da próxima missão da Nasa(agência espacial americana). Esses anéis são formados por plasma, um tipo de matéria feita de gases elétricos que compõem 99% do universo. Os cientistas da Nasa querem saber como esses gases elétricos se comportam. O objetivo prático é que, assim, poderão proteger satélites em órbita – mas o resultado mais fascinante dessa missão será o de entender do que são feitas todas as estrelasas galáxias e o universo por meio do estudo do plasma.
No próximo mês a Nasa vai lançar a missão Radiation Belt Storm Probes (RBSP), com duas sondas que vão mapear os cinturões e enviar informações sobre como o plasma se move nessas áreas ao redor do planeta. (Continue lendo o texto)

Em geral, os cinturões de radiação são estáveis, mas inúmeras partículas podem interagir com essa área e expandir mais de cem vezes o tamanho, o que abrange a órbita de satélites de comunicação e instrumentos de pesquisa ao redor da Terra (veja vídeo acima).
Assim, os cientistas querem entender de onde vieram essas partículas e o que dá energia e velocidade a elas. De acordo com a Nasa, as partículas provavelmente são enviadas pelas tempestades solares ou tiveram origem na ionosfera.
Plasma - A agitação do plasma se dá em movimentos complexos. De acordo com a Nasa, ele geralmente flui por linhas invisíveis do campo magnético e cria, simultaneamente, mais campos magnéticos com esse movimento. 
Entender as regras que regem esses movimentos estranhos poderá fazer com que os cientistas compreendam um série de eventos que ocorrem no espaço, como as explosões solares gigantes até a presença de partículas com alta carga de energia em regiões tão próximas ao planeta.
Van Allen - O cinturão ao redor da Terra é chamado de Van Allen Radiation Belt, que significa Anel de Radiação Van Allen, em tradução livre. O nome é uma homenagem a James Van Allen, da universidade de Iowa, que em 1958 avistou pela primeira vez esse campo magnético ao redor do planeta. São eles que produzem a aurora boreal, que pode ser vista no polo sul.

sábado, 28 de julho de 2012

UFSCar desenvolve projeto sobre astronomia que leva conhecimento para São Carlos e região

Astronomia é a ciência que estuda corpos celestes e fenômenos que se originam fora da atmosfera da terra, é o estudo do Universo. As atividades de Astronomia na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) se iniciaram no segundo semestre de 2008, às vésperas do Ano Internacional da Astronomia, comemorado em 2009. Desde então, diversas iniciativas relacionadas à popularização da Astronomia têm sido desenvolvidas por uma equipe que inclui professores, servidores e alunos da Universidade.
projeto de extensão "Popularização da Astronomia pela UFSCar: Astronomia ao alcance de todos" da Pró-Reitoria de Extensão (ProEx), é coordenado pelo físico da UFSCar, Gustavo Rojas, e existe há mais de três anos. A iniciativa visa ampliar o acesso aos conhecimentos de Astronomia entre estudantes dos ensinos Fundamental e Médio, além da capacitação de professores. "Astronomia é uma porta de entrada para a Ciência e o Brasil precisa de pessoas que apostem na carreira científica. Por isso é importante despertar esse conhecimento nas crianças e nos jovens", explica Rojas.
De acordo com o físico, o projeto surgiu com o objetivo de divulgar e compartilhar os conhecimentos de Astronomia com todas as pessoas. "Já tiveram vezes que nós conseguimos atender mais de 500 pessoas em um único evento", relata.
Observação do céu
Dentro do projeto, durante o ano todo, acontecem visitas a escolas, realização de eventos para o público geral, cursos de extensão universitária, produção de material de divulgação científica, participação em colaborações internacionais, sessões de observação do céu, palestras, exposições de fotografias, exibições de filmes, peças de teatro, entre outras atividades, tanto dentro do campus da UFSCar como na região de São Carlos.
O projeto também conta com um site para divulgar as atividades. Além de notícias e calendários das atividades, o site apresenta os principais fenômenos astronômicos de cada mês, que podem ser observados na cidade de São Carlos. Os alunos podem acessar conhecimentos astronômicos produzidos por astrônomos profissionais e amadores de todo o mundo e dicas para a Olimpíada Brasileira de Astronomia em www.astronomia2009.ufscar.br.
O projeto já trabalhou com escolas desde o pré-infantil até o Ensino Médio e Universidades. "Foi comprovado que de todas as ciências, a Astronomia é a que mais encanta as crianças", afirma Rojas. Das escolas que participam do projeto, a Escola Educativa de São Carlos, foi uma das primeiras a participar e até hoje continua se interessando pela iniciativa. A diretora da Escola Educativa, Cibele Serrano Morales, explica que o intuito de participar do projeto é sensibilizar os alunos, despertando o conhecimento da Astronomia. "A paixão e a sensibilização que a equipe do projeto oferece faz com que os alunos ampliem seus conhecimentos nessa área, descobrindo que o mundo é muito maior do que eles imaginam", afirma a diretora.
Cibele ainda conta que uma das atividades oferecidas pelo projeto é uma palestra sobre as possíveis questões abordadas na Olimpíada Brasileira de Astronomia. A palestra resultou em várias medalhas conquistadas por alunos na competição. "Os resultados são muito positivos quando se tem contato com alguém tão apaixonado pelo que faz como o professor Gustavo Rojas". Desde a primeira participação da escola no projeto, a diretora declara que o número de alunos interessados aumenta a cada ano.
Universo em Movimento
Além do projeto Popularização da Astronomia pela UFSCar, Rojas ainda faz parte de outro projeto de extensão universitária vinculado ao MEC, chamado Universo em Movimento, feito por meio de uma parceria com a Secretaria da Educação, que existe há mais de um ano. Esse projeto é coordenado pelo docente do Departamento de Ciências da Natureza, Matemática e Educação do campus Araras da UFSCar, professor João Telles, e é focado em um público mais amplo. Por isso, suas atividades são programas de rádio, de TV, instalação interativa e divulgação científica.
Não há previsão exata, mas em breve acontece a inauguração do Observatório Astronômico no campus da UFSCar em São Carlos. Este espaço dedicado à Astronomia irá abrigar os projetos em curso e servirá de ponto focal para novas iniciativas.
As escolas podem participar das atividades do projeto Popularização da Astronomia pela UFSCar, manifestando o interesse pelo e-mail grojas@ufscar.br e as próximas atividades podem ser conferidas no site do projeto, em www.astronomia2009.ufscar.br.
De acordo com Rojas, todas essas realizações só foram possíveis devido ao apoio das agências de fomento (CNPq, Fapesp e FINEP), da UFSCar (via Pró-Reitorias de Extensão e Graduação), e da dedicação de todos aqueles que têm curiosidade em descobrir e compartilhar conhecimentos sobre o Universo.

Unesp Bauru, SP, oferece curso gratuito de Astronomia Básica

Planetários Itinerantes visitam escolas (Foto: Nasa / Divulgação)
No período de 30 de julho a 3 de agosto a Faculdade de Ciências da Unesp de Bauru(SP) sediará o curso de extensão em Astronomia Básica. O curso, com carga horária de 40 horas, será ministrado por Roberto Boczko.
Boczko é mestre e doutor em Astronomia pelo Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo - IAG/USP. O busca atingir professores, alunos da universidade e mesmo o público em geral interessado no tema. Alguns dos assuntos a serem abordados durante as aulas estão: fundamentos da Astronomia, instrumentos, fenômemos astronômicos, galáxias e sistema. Os participantes com 75% de frequência ou mais receberão certificado de participação.
As aulas acontecerão na sala 10 do Campus da UNESP de Bauru, no horário das 8h às 12h e das 13 às 17h. As inscrições são gratuitas e as informações estão disponíveis no site do curso.
Informações
E-mails: rlanghi@fc.unesp.br ou rosama@fc.unesp.br.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Experimento: Satélite japonês escreverá textos luminosos no céu!

Observar a passagem de satélites é um dos hobbies científicos mais educativos que existem e em breve essa atividade ficará ainda mais interessante. Nos próximos dias um micro satélite japonês realizará um experimento inédito e cruzará o céu emitindo luz e palavras em código Morse!
O objetivo do experimento, proposto pelo Instituto de Tecnologia de Fukuoka é avaliar a possibilidade da comunicação óptica com satélites e será feito por um dos microsatélites FITSAT-1 que serão entregues na sexta-feira (27 de julho) na Estação Espacial Internacional, ISS, por meio da nave robótica Kounotori 3, colocada em orbita em 20 de julho.
Os microsatélites, também chamados de CubeSats, são satélites de pequenas dimensões desenvolvidos por radioamadores ou universidades com o propósito de realizar experimentos científicos. Normalmente, CubeSats têm cerca de 10 cm de lado e não pesam mais que 1500 gramas.
Um dos FITSAT-1, batizado de NIWAKA, foi projetado para operar como uma verdadeira estrela artificial. Uma de suas laterais está repleta de LEDs que produzirão intensos flashes luminosos durante a noite e que poderão ser vistos com auxílio de um pequeno binóculo ou até mesmo a olho nu. Além disso, o tempo que os flashes permanecerão acesos ou apagados formarão palavras em código Morse, que transmitirão informações telemétricas do satélite.
Para manter NIWAKA na posição correta, com os LEDS apontados para a Terra, os criadores do equipamento farão uso de pequenos ímãs de neodímio, em uma estrutura capaz de manter o CubeSat sempre apontado para o norte, com a face luminosa para baixo.
Apesar de poder ser visto de qualquer parte do mundo entre as latitudes +/- 51 graus, os flashes luminosos terão como destino principal a Universidade de Fukuoka, FIT, que usará um telescópio e um fotomultiplicador dispostos em uma montagem que seguirá o satélite. Durante as passagens sobre a estação o experimento será comandado a transmitir flashes com velocidades cada vez maiores, permitindo aos cientistas avaliarem a capacidade de comunicação do sistema.
De acordo com Takushi Tanaka, líder do projeto junto à FIT, tanto à estação de terra como os LEDS estarão perfeitamente alinhados quando o satélite passar sobre a Fukuoka, o que permitirá pelo menos 3 minutos de experimento por passagem.
Todos os FITSAT-1 permanecerão dentro da estação Espacial até 2 de setembro, quando serão colocados no espaço pelo astronauta japonês Akihiko Hoshide, com auxílio do braço robótico do módulo Kibo.
Quando estiver em órbita, os interessados poderão rastrear o satélite NIWAKA através do site Satview.org.

Outros experimentos
Além do FITSAT-1, o cargueiro Kounotori 3 está levando para a Estação Espacial mais dois experimentos projetados por estudantes ganhadores da competição "YouTube Space Lab". Promovida pelo Google, participaram da competição estudantes com idades entre 14 e 18 anos que criaram experimentos para serem colocados em órbita.
Os vencedores foram Amr Mohamed, de 18 anos, de Alexandria, no Egito e Dorothy Chen e Sara Ma, ambas de 16 anos, estudantes em Michigan, nos EUA. Os projetos foram concebidos para estudar como a microgravidade afeta a estratégia de caça das aranhas zebra e entender como diferentes nutrientes e compostos afeta o crescimento e virulência de bactérias cultivadas no espaço.

Astronomia, um desafio que o Brasil e seus vizinhos assumem com convicção

Isabel Saco.
Genebra, 3 jul (EFE).- A incorporação do Brasil ao ambicioso projeto de construção do maior telescópio do mundo, no observatório La Silla, no Chile, oferece uma oportunidade inigualável para o avanço da astronomia nos dois países e em outros da região com tradição na pesquisa do espaço, como a Argentina.
Esta é a percepção do astrofísico suíço Michel Mayor, que descobriu em 1995, ao lado de Didier Queloz, o primeiro planeta fora do sistema solar (exoplaneta). Desde então, já foram encontrados cerca de 800 exoplanetas.
Em entrevista concedida à Agência Efe, Mayor relembrou suas visitas a trabalho, durante os últimos trinta anos, para o norte do Chile, uma região que considera 'excepcional' para a observação do espaço.
É no Observatório de La Silla, situado em pleno deserto, a 600 quilômetros de Santiago e a uma altura de 2.400 metros, onde será construído o telescópio mais potente do mundo, com uma lente de 40 metros de diâmetro.
O Brasil, após ter se transformado no primeiro país não europeu membro do Observatório Europeu Austral (ISSO), participará do projeto, que precisará mais de dez anos de avaliações e estudos para confirmar sua viabilidade financeira e técnica.
Para Mayor, o Brasil irá se beneficiar do conhecimento adquirido pela instituição.
'É normal que o Brasil destine recursos para a astronomia e a melhor solução foi se aderir ao ISSO, pois não fazia sentido para eles tentarem construir meios de observação para competir com os que já existem', explicou.
Sobre o Chile, o astrofísico destacou que o país desenvolveu 'uma astronomia de ponta' e que uma razão para isto foi o acesso a instrumentos sofisticados espalhados em diferentes observatórios localizados no Deserto do Atacama.
Os cientistas chilenos têm direito a 10% do tempo utilizado nos telescópios instalados em seu território, o que foi um grande estímulo para a astronomia no país e uma das razões para o aumento do número de profissionais da área.
Mayor também comentou os avanços na pesquisa espacial, como o fato da sonda americana Voyager 1, lançada em 1977, estar prestes a chegar no limite do sistema solar.
Alguns astrônomos veem com preocupação os grandes recursos destinados para este fim, mas Mayor não compartilha esse temor porque acredita que a observação realizada do próprio espaço 'não vai substituir a astronomia feita na terra', mas sim complementá-la.
Em mais de quarenta anos dedicados à física e à observação do universo, o cientista acompanhou a evolução da astronomia e aponta o avanço que mais o impressionou: 'a aceleração da expansão do universo'.
'Isto colocou em questão muito do que compreendemos do universo e de seus mecanismos físicos', disse Mayor, que liderou a equipe que desenvolveu o primeiro espectrógrafo, um instrumento que associado a um telescópio permite estudar a luz das estrelas e descobrir a presença de um ou mais planetas sob sua órbita.
Michel Mayor e Didier Queloz receberam recentemente em Madri o Prêmio Fundação BBVA 'Fronteiras do Conhecimento' na categoria Ciências Básicas. Muitos cientistas consideram Mayor um candidato a receber o Prêmio Nobel de Física. EFE

terça-feira, 24 de julho de 2012

Professores aprendem astronomia e sensoriamento remoto no INPE

Levar a astronomia para a sala de aula e usar imagens de satélites como recurso didático são objetivos de dois cursos promovidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP), de 16 a 20 de julho.
Professores de todas as regiões brasileiras, durante as férias escolares de julho, vêm ao INPE participar do curso “Uso Escolar do Sensoriamento Remoto para Estudo do Meio Ambiente”. Outra opção destinada a educadores é o “Curso de Introdução à Astronomia e Astrofísica”.
Sensoriamento Remoto
A capacitação de educadores no uso das ferramentas de tecnologia espacial, como imagens de satélites e sistemas de informações geográficas, é uma tradição do INPE. Desde 1998, o curso “Uso Escolar do Sensoriamento Remoto para Estudo do Meio Ambiente” oferece aulas teóricas e práticas para ensinar sobre sensores e satélites, como se formam as imagens, escala cartográfica e outros fundamentos.
São apresentados exemplos do uso escolar das imagens de satélites, bem como as aplicações da tecnologia espacial na agricultura, no estudo do espaço urbano, da vegetação e de bacias hidrográficas. Promovido pela Divisão de Sensoriamento Remoto do INPE, o curso pode auxiliar o ensino de disciplinas como geografia, ciências, física, química e história. Mais informações: www.dsr.inpe.br/vcsr
Astronomia e Astrofísica
Reconhecido pela Secretaria Estadual de Educação de São Paulo, o XV Curso de Introdução à Astronomia e Astrofísica é destinado a profissionais que atuem diretamente com educação e divulgação científica.
O curso pretende motivar os professores a repensar a forma de apresentar a Astronomia a seus estudantes e despertar a vocação científica em alunos de graduação. Durante as palestras, aulas temáticas, oficinas e atividades de observação do céu com telescópio, os participantes percebem como a Astronomia está presente em nosso cotidiano.
Iniciativa dos pesquisadores da Divisão de Astrofísica do INPE, o curso também tem como objetivo mostrar a importância da ciência básica como principal geradora de novas ideias e tecnologias. Mais informações: www.das.inpe.br/ciaa

domingo, 22 de julho de 2012

A FARSA DO AQUECIMENTO GLOBAL

A FARSA DO AQUECIMENTO GLOBAL

Parte 1
Parte 2
Parte 3
Parte 4
Parte 5
Parte 6
Parte 7
E agora acreditam que tudo que ouvimos falar e mentira e que nada passa de uma teoria sem comprovação.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

NASA publica panorâmicas de 360º do planeta vermelho

NASA publica panorâmicas de 360º do planeta vermelho


A NASA publicou uma enorme imagem - de 125 megas- que celebra mais de quinze anos de presença contínua robótica em Marte. Esta visão geral consiste em 817 fotografias tiradas ao longo de cinco meses, que mostram a cratera de impacto do meteorito e os passos do robô Opportunity na sua "aventura marciana".
A foto também celebra o facto de o robô Opportunity ter ultrapassado, a 2 de julho, os 3.000 dias de trabalhos científicos sobre a superfície de Marte. A NASA tinha planeado uma missão de apenas 90 dias, mas acabou por durar 33 vezes mais.
Tanto o Opportunity como o seu "irmão" Spirit, aterraram em Marte em janeiro de 2004. O segundo resistiu a quase 2000 dias de missão até ter ficado preso em terreno difícil no final de 2009. A última comunicação com a Terra foi a 22 de março de 2010.
O robô Opportunity capturou as imagens a partir de uma elevação conhecida entre os cientistas da NASA como "Haven Greely" numa extremidade da cratera Endeavour. As cores da imagem são alteradas pela agência espacial para "enfatizar as diferenças entre os diferentes materiais."
"Esta visão proporciona um excelente cenário para o trabalho químico, geológico e mineralógico que a equipa realizou em Haven Greely, durante o quinto inverno marciano do robô", revelou Jim Bell, da Universidade do Arizona, citado pelo diário espanhol ABC.
"Também temos uma imagem espetacularmente detalhada da maior cratera de impacto à qual já alguma vez chegou um robô", acrescentou.