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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Cientista da Nasa explica por que o mundo não vai acabar em 2012


Nasa divulgou um vídeo de resposta às várias teorias que se popularizaram sobre o fim do mundo em dezembro de 2012. Nele, o cientista do Laboratório de Propulsão de Jatos Don Yeomans discorre sobre cada uma das hipóteses mais conhecidas e explica por que elas não se concretizarão.
Primeiro, Yeomans explica que toda essa comoção em volta do dia 21 de dezembro de 2012 começou com o calendário Maia, que terminaria neste dia. Mas, segundo o cientista, o que está indicado no calendário é o fim de um ciclo e o início de outro, não o apocalipse. Ele o compara com a forma em que nós contamos os anos – todos os dias 31 de dezembro um ciclo termina, para outro começar no dia 1 de janeiro.
Depois o especialista da Nasa fala sobre Nibiru, um planeta que seria quatro vezes maior do que a Terra, também conhecido como “Planeta X”. Segundo outra teoria do apocalipse, esse astro estaria em uma rota de colisão com a Terra. Para Yeomans, é impossível que ninguém tenha detectado Nibiru se aproximando, se isso realmente estiver acontecendo.
“Tem gente que acredita que a Nasa está escondendo essas informações. Mas existem milhares de astrônomos fora da organização que olham para os céus todas as noites. Com certeza, eles teriam notado essa movimentação”, argumenta o cientista.
Outra hipótese é a de uma grande tempestade solar que aconteceria no dia 21 de dezembro seria a razão do fim do mundo. Este tipo de evento, como já explicamos em outro artigo, realmente está se tornando mais frequente – isso porque o Sol passa por ciclos e seu período de maior atividade está previsto para o fim deste ano e o começo de 2013.
O argumento de Yeomans é que, na verdade, a máxima solar irá acontecer apenas em maio do ano que vem e que, mesmo assim, a atividade não deverá ser tão intensa. Basicamente, não há evidências de que tempestades solares, como as que aconteceram durante o início de março, possam ocorrer novamente.
Para quem acredita que o apocalipse será causado pelo alinhamento dos planetas, que geraria uma mudança catastrófica nas marés, a resposta do cientista da Nasa é direta: não há nenhum alinhamento previsto para o fim de 2012. Mesmo que houvesse uma movimentação do gênero, outros planetas não poderiam afetar as marés. Os únicos corpos celestes capazes de fazer isso são a Lua, como aprendemos nas aulas de geografia, e o Sol.
Também existe o boato de que, de alguma forma, os pólos magnéticos da Terra irão se inverter. Isso simplesmente não pode ocorrer por causa da Lua – nosso satélite estabiliza a rotação do planeta e não permite que a rotação dele mude de uma hora para a outra. Os pólos podem, sim, mudar, mas fazem isso aos poucos, demorando milhares de anos até que eles se invertam.
Yeomans conclui seu vídeo lembrando-se das inúmeras previsões para o fim do mundo que já foram feitas, causaram pânico e não se cumpriram. “Ainda estamos aqui”, declara.
Confira o vídeo (em inglês):

Link: http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI299017-17770,00-CIENTISTA+DA+NASA+EXPLICA+POR+QUE+O+MUNDO+NAO+VAI+ACABAR+EM.html

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Bóson de Higgs (partícula de Deus)



O que é o Bóson de Higgs?

Segundo teorias da Física que aguardam comprovação definitiva, Higgs é uma partícula subatômica considerada uma das matérias-primas básicas da criação do Universo.
Existe uma teoria quase completa sobre o funcionamento do Universo, com todas as partículas que formam os átomos e moléculas e toda a matéria que vemos, além de partículas mais exóticas. Esse é o chamado Modelo Padrão.
Mas há um “buraco” na teoria: ela não explica como todas essas partículas obtiveram massa. A partícula de Higgs, cuja teoria foi proposta inicialmente em 1964, é uma explicação para tentar preencher esse vácuo.
Segundo o Modelo Padrão, o Universo foi resfriado após o Big Bang, quando uma força invisível, conhecida como Campo de Higgs, formou-se junto de partículas associadas, os Bósons de Higgs, transferindo massa para outras partículas fundamentais.

Por que a massa é importante?

A massa é simplesmente uma medida de quanto qualquer objeto – uma partícula, uma molécula, um animal – contém em si mesmo. Se não fosse pela massa, todas as partículas fundamentais que compõem os átomos e os animais viajariam pelo cosmos na velocidade da luz, e o Universo como o conhecemos não seria agrupado em matéria.
A teoria em questão propõe que Campo de Higgs, permeando o Universo, permite que as partículas obtenham massa. Esse processo pode ser ilustrado com a resistência que um corpo encontra quando tenta nadar em uma piscina. O Campo de Higgs permeia o Universo como a água enche uma piscina.

Como se sabe que o Higgs existe?

A caça ao Higgs é uma das razões que levaram à construção do imenso acelerador de partículas Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês), do Cern (Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear), na Suíça. A primeira vez que se falou da partícula foi em 1964, quando seis físicos, incluindo o escocês Peter Higgs, apresentaram uma explicação teórica à propriedade da massa.
O Modelo Padrão é um manual de instruções para saber como funciona o cosmos, que explica como as diferentes partículas e forças interagem. Mas a teoria sempre deixou uma lacuna – ao contrário de outras partículas fundamentais, o Higgs nunca foi observado por experimentos.
Agora, os pesquisadores do Cern dizem que descobriram uma partícula que pode ser o Bosón de Higgs, mas destacam que mais pesquisas são necessárias para confirmar a descoberta.


Como os cientistas buscam o Bóson de Higgs?

Ironicamente, o Modelo Padrão não prevê a existência de uma massa exata para o Higgs. Aceleradores de partículas como o LHC são utilizados para pesquisar a partícula em um intervalo de massas onde ela possa estar.
O LHC esmaga dois feixes de prótons próximos à velocidade da luz, gerando uma série de outras partículas. É possível que o Higgs nunca seja observado diretamente, mas os cientistas esperam que ele exista momentaneamente nessa “sopa” de partículas. Se ele se comportar como os pesquisadores esperam que ele se comporte, pode se decompor em novas partículas, deixando um rastro de provas de sua existência.

Quais evidências os cientistas podem encontrar?

O Bóson de Higgs é instável. Caso seja produzido a partir das bilhões de colisões no LHC, o bóson rapidamente se transformará em partículas de massa menor e mais estáveis. Serão essas partículas os indícios que os físicos poderão usar para comprovar a existência do bóson, que aparecerão como ligeiras variações – como a anunciada nesta quarta – em gráficos usados pelos cientistas. Portanto, a confirmação se dará a partir de uma certeza estatística.

E se o Bóson de Higgs não for encontrado?

Caso se comprove que o Bóson de Higgs não existe, a teoria do Modelo Padrão teria de ser reescrita. Isso poderia abrir caminho para novas linhas de pesquisa, que podem se tornar revolucionárias na compreensão do Universo, da mesma forma que uma lacuna nas teorias da Física acabou levando ao desenvolvimento das teses da mecânica quântica, há um século.

LHC (Large Hadron Collider)

Por que o LHC

Algumas perguntas não respondidas 

O LHC foi construído para ajudar os cientistas a responder principais questões não resolvidas em física de partículas. A energia sem precedentes que atinge até mesmo revelar alguns resultados inesperados que ninguém nunca pensou!

Para as últimas décadas, os físicos foram capazes de descrever com detalhes o aumento das partículas fundamentais que compõem o universo e as interações entre eles. Esse entendimento é encapsulado no Modelo Padrão da física de partículas, mas contém lacunas e não pode nos contar a história toda. Para preencher a falta de conhecimento requer dados experimentais, e o próximo grande passo para conseguir isso é com o LHC.



Negócios inacabados de Newton ...

O que é massa?

Qual é a origem da massa? Por que pequenas partículas pesar a quantidade que eles fazem? Por que algumas partículas não têm massa em tudo? No momento, não existem respostas para estas perguntas estabelecidas. A explicação mais provável pode ser encontrada na bóson Higgs , uma partícula chave não descoberto que é essencial para o modelo padrão de trabalho. Primeira hipótese, em 1964, ele ainda tem que ser observado.

O ATLAS e CMS experimentos serão activamente à procura de sinais desta elusiva partícula.

Um problema invisível ...

O que é de 96% do universo é feito?

Tudo o que vemos no Universo, desde uma formiga até uma galáxia, é composta de partículas ordinárias. Estes são referidos coletivamente como matéria, formando 4% do Universo. A matéria escura e energia escura Acredita-se que compõem a restante percentagem, mas eles são incrivelmente difíceis de detectar e estudar, a não ser através das forças gravitacionais que exercem. Investigando a natureza da matéria escura e energia escura é um dos maiores desafios hoje nos campos da física de partículas e cosmologia.

Os ATLAS e CMS experimentos irá procurar partículas supersimétricas para testar uma hipótese provável para o make-up de matéria escura.

Favoritismo da natureza ...

Por que não há mais a antimatéria?

Vivemos em um mundo de matéria - tudo no Universo, incluindo nós mesmos, é feito de matéria. Antimatéria é como uma versão dupla da matéria, mas com carga elétrica oposta. No nascimento do Universo, quantidades iguais de matéria e antimatéria devem ter sido produzidos no Big Bang. Mas, quando partículas de matéria e antimatéria se encontram, elas se aniquilam mutuamente, transformando em energia. De alguma forma, uma pequena fração da matéria deve ter sobrevivido para formar o Universo em que vivemos hoje, com quase nenhuma antimatéria esquerda. Por que a natureza parece ter esse viés para a matéria sobre a antimatéria?

O LHCb experiência vai estar à procura de diferenças entre matéria e antimatéria para ajudar a responder esta pergunta. Experimentos anteriores já observaram uma pequena diferença de comportamento, mas o que foi visto até agora não é suficiente para explicar o desequilíbrio aparente de matéria-antimatéria no Universo.



Segredos do Big Bang

Qual foi a matéria como no primeiro segundo de vida do Universo?

A matéria, de que tudo no Universo é feito, é acreditado para ter originado a partir de um cocktail denso e quente de partículas fundamentais. Hoje, a matéria comum do Universo é feito de átomos, que contêm um núcleo composto de prótons e nêutrons, que por sua vez são feitos de quarks unidos por outras partículas chamadas glúons. O vínculo é muito forte, mas nas condições iniciais do Universo teria sido muito quente e cheio de energia para os glúons para manter os quarks juntos. Em vez disso, parece provável que durante os primeiros microssegundos após o Big Bang o Universo teria continha uma mistura muito quente e denso de quarks e glúons chamados plasma quark-glúon.

O ALICE experimento vai usar o LHC para recriar as condições que existiram logo após o Big Bang, em especial para analisar as propriedades do plasma quark-glúon.

Mundos escondido ...

Não dimensões extras do espaço realmente existe?

Einstein mostrou que as três dimensões do espaço estão relacionados com o tempo. Teorias posteriores propor que mais dimensões ocultas do espaço podem existir, por exemplo, a teoria das cordas sugere que existem outras dimensões espaciais ainda a ser observado. Estes podem tornar-se detectável em energias muito elevadas, pelo que os dados de todos os detectores serão cuidadosamente analisadas para procurar sinais de dimensões extras.



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http://public.web.cern.ch/public/en/LHC/WhyLHC-en.html