sábado, 28 de julho de 2012

Unesp Bauru, SP, oferece curso gratuito de Astronomia Básica

Planetários Itinerantes visitam escolas (Foto: Nasa / Divulgação)
No período de 30 de julho a 3 de agosto a Faculdade de Ciências da Unesp de Bauru(SP) sediará o curso de extensão em Astronomia Básica. O curso, com carga horária de 40 horas, será ministrado por Roberto Boczko.
Boczko é mestre e doutor em Astronomia pelo Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo - IAG/USP. O busca atingir professores, alunos da universidade e mesmo o público em geral interessado no tema. Alguns dos assuntos a serem abordados durante as aulas estão: fundamentos da Astronomia, instrumentos, fenômemos astronômicos, galáxias e sistema. Os participantes com 75% de frequência ou mais receberão certificado de participação.
As aulas acontecerão na sala 10 do Campus da UNESP de Bauru, no horário das 8h às 12h e das 13 às 17h. As inscrições são gratuitas e as informações estão disponíveis no site do curso.
Informações
E-mails: rlanghi@fc.unesp.br ou rosama@fc.unesp.br.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Experimento: Satélite japonês escreverá textos luminosos no céu!

Observar a passagem de satélites é um dos hobbies científicos mais educativos que existem e em breve essa atividade ficará ainda mais interessante. Nos próximos dias um micro satélite japonês realizará um experimento inédito e cruzará o céu emitindo luz e palavras em código Morse!
O objetivo do experimento, proposto pelo Instituto de Tecnologia de Fukuoka é avaliar a possibilidade da comunicação óptica com satélites e será feito por um dos microsatélites FITSAT-1 que serão entregues na sexta-feira (27 de julho) na Estação Espacial Internacional, ISS, por meio da nave robótica Kounotori 3, colocada em orbita em 20 de julho.
Os microsatélites, também chamados de CubeSats, são satélites de pequenas dimensões desenvolvidos por radioamadores ou universidades com o propósito de realizar experimentos científicos. Normalmente, CubeSats têm cerca de 10 cm de lado e não pesam mais que 1500 gramas.
Um dos FITSAT-1, batizado de NIWAKA, foi projetado para operar como uma verdadeira estrela artificial. Uma de suas laterais está repleta de LEDs que produzirão intensos flashes luminosos durante a noite e que poderão ser vistos com auxílio de um pequeno binóculo ou até mesmo a olho nu. Além disso, o tempo que os flashes permanecerão acesos ou apagados formarão palavras em código Morse, que transmitirão informações telemétricas do satélite.
Para manter NIWAKA na posição correta, com os LEDS apontados para a Terra, os criadores do equipamento farão uso de pequenos ímãs de neodímio, em uma estrutura capaz de manter o CubeSat sempre apontado para o norte, com a face luminosa para baixo.
Apesar de poder ser visto de qualquer parte do mundo entre as latitudes +/- 51 graus, os flashes luminosos terão como destino principal a Universidade de Fukuoka, FIT, que usará um telescópio e um fotomultiplicador dispostos em uma montagem que seguirá o satélite. Durante as passagens sobre a estação o experimento será comandado a transmitir flashes com velocidades cada vez maiores, permitindo aos cientistas avaliarem a capacidade de comunicação do sistema.
De acordo com Takushi Tanaka, líder do projeto junto à FIT, tanto à estação de terra como os LEDS estarão perfeitamente alinhados quando o satélite passar sobre a Fukuoka, o que permitirá pelo menos 3 minutos de experimento por passagem.
Todos os FITSAT-1 permanecerão dentro da estação Espacial até 2 de setembro, quando serão colocados no espaço pelo astronauta japonês Akihiko Hoshide, com auxílio do braço robótico do módulo Kibo.
Quando estiver em órbita, os interessados poderão rastrear o satélite NIWAKA através do site Satview.org.

Outros experimentos
Além do FITSAT-1, o cargueiro Kounotori 3 está levando para a Estação Espacial mais dois experimentos projetados por estudantes ganhadores da competição "YouTube Space Lab". Promovida pelo Google, participaram da competição estudantes com idades entre 14 e 18 anos que criaram experimentos para serem colocados em órbita.
Os vencedores foram Amr Mohamed, de 18 anos, de Alexandria, no Egito e Dorothy Chen e Sara Ma, ambas de 16 anos, estudantes em Michigan, nos EUA. Os projetos foram concebidos para estudar como a microgravidade afeta a estratégia de caça das aranhas zebra e entender como diferentes nutrientes e compostos afeta o crescimento e virulência de bactérias cultivadas no espaço.

Astronomia, um desafio que o Brasil e seus vizinhos assumem com convicção

Isabel Saco.
Genebra, 3 jul (EFE).- A incorporação do Brasil ao ambicioso projeto de construção do maior telescópio do mundo, no observatório La Silla, no Chile, oferece uma oportunidade inigualável para o avanço da astronomia nos dois países e em outros da região com tradição na pesquisa do espaço, como a Argentina.
Esta é a percepção do astrofísico suíço Michel Mayor, que descobriu em 1995, ao lado de Didier Queloz, o primeiro planeta fora do sistema solar (exoplaneta). Desde então, já foram encontrados cerca de 800 exoplanetas.
Em entrevista concedida à Agência Efe, Mayor relembrou suas visitas a trabalho, durante os últimos trinta anos, para o norte do Chile, uma região que considera 'excepcional' para a observação do espaço.
É no Observatório de La Silla, situado em pleno deserto, a 600 quilômetros de Santiago e a uma altura de 2.400 metros, onde será construído o telescópio mais potente do mundo, com uma lente de 40 metros de diâmetro.
O Brasil, após ter se transformado no primeiro país não europeu membro do Observatório Europeu Austral (ISSO), participará do projeto, que precisará mais de dez anos de avaliações e estudos para confirmar sua viabilidade financeira e técnica.
Para Mayor, o Brasil irá se beneficiar do conhecimento adquirido pela instituição.
'É normal que o Brasil destine recursos para a astronomia e a melhor solução foi se aderir ao ISSO, pois não fazia sentido para eles tentarem construir meios de observação para competir com os que já existem', explicou.
Sobre o Chile, o astrofísico destacou que o país desenvolveu 'uma astronomia de ponta' e que uma razão para isto foi o acesso a instrumentos sofisticados espalhados em diferentes observatórios localizados no Deserto do Atacama.
Os cientistas chilenos têm direito a 10% do tempo utilizado nos telescópios instalados em seu território, o que foi um grande estímulo para a astronomia no país e uma das razões para o aumento do número de profissionais da área.
Mayor também comentou os avanços na pesquisa espacial, como o fato da sonda americana Voyager 1, lançada em 1977, estar prestes a chegar no limite do sistema solar.
Alguns astrônomos veem com preocupação os grandes recursos destinados para este fim, mas Mayor não compartilha esse temor porque acredita que a observação realizada do próprio espaço 'não vai substituir a astronomia feita na terra', mas sim complementá-la.
Em mais de quarenta anos dedicados à física e à observação do universo, o cientista acompanhou a evolução da astronomia e aponta o avanço que mais o impressionou: 'a aceleração da expansão do universo'.
'Isto colocou em questão muito do que compreendemos do universo e de seus mecanismos físicos', disse Mayor, que liderou a equipe que desenvolveu o primeiro espectrógrafo, um instrumento que associado a um telescópio permite estudar a luz das estrelas e descobrir a presença de um ou mais planetas sob sua órbita.
Michel Mayor e Didier Queloz receberam recentemente em Madri o Prêmio Fundação BBVA 'Fronteiras do Conhecimento' na categoria Ciências Básicas. Muitos cientistas consideram Mayor um candidato a receber o Prêmio Nobel de Física. EFE

terça-feira, 24 de julho de 2012

Professores aprendem astronomia e sensoriamento remoto no INPE

Levar a astronomia para a sala de aula e usar imagens de satélites como recurso didático são objetivos de dois cursos promovidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP), de 16 a 20 de julho.
Professores de todas as regiões brasileiras, durante as férias escolares de julho, vêm ao INPE participar do curso “Uso Escolar do Sensoriamento Remoto para Estudo do Meio Ambiente”. Outra opção destinada a educadores é o “Curso de Introdução à Astronomia e Astrofísica”.
Sensoriamento Remoto
A capacitação de educadores no uso das ferramentas de tecnologia espacial, como imagens de satélites e sistemas de informações geográficas, é uma tradição do INPE. Desde 1998, o curso “Uso Escolar do Sensoriamento Remoto para Estudo do Meio Ambiente” oferece aulas teóricas e práticas para ensinar sobre sensores e satélites, como se formam as imagens, escala cartográfica e outros fundamentos.
São apresentados exemplos do uso escolar das imagens de satélites, bem como as aplicações da tecnologia espacial na agricultura, no estudo do espaço urbano, da vegetação e de bacias hidrográficas. Promovido pela Divisão de Sensoriamento Remoto do INPE, o curso pode auxiliar o ensino de disciplinas como geografia, ciências, física, química e história. Mais informações: www.dsr.inpe.br/vcsr
Astronomia e Astrofísica
Reconhecido pela Secretaria Estadual de Educação de São Paulo, o XV Curso de Introdução à Astronomia e Astrofísica é destinado a profissionais que atuem diretamente com educação e divulgação científica.
O curso pretende motivar os professores a repensar a forma de apresentar a Astronomia a seus estudantes e despertar a vocação científica em alunos de graduação. Durante as palestras, aulas temáticas, oficinas e atividades de observação do céu com telescópio, os participantes percebem como a Astronomia está presente em nosso cotidiano.
Iniciativa dos pesquisadores da Divisão de Astrofísica do INPE, o curso também tem como objetivo mostrar a importância da ciência básica como principal geradora de novas ideias e tecnologias. Mais informações: www.das.inpe.br/ciaa

domingo, 22 de julho de 2012

A FARSA DO AQUECIMENTO GLOBAL

A FARSA DO AQUECIMENTO GLOBAL

Parte 1
Parte 2
Parte 3
Parte 4
Parte 5
Parte 6
Parte 7
E agora acreditam que tudo que ouvimos falar e mentira e que nada passa de uma teoria sem comprovação.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

NASA publica panorâmicas de 360º do planeta vermelho

NASA publica panorâmicas de 360º do planeta vermelho


A NASA publicou uma enorme imagem - de 125 megas- que celebra mais de quinze anos de presença contínua robótica em Marte. Esta visão geral consiste em 817 fotografias tiradas ao longo de cinco meses, que mostram a cratera de impacto do meteorito e os passos do robô Opportunity na sua "aventura marciana".
A foto também celebra o facto de o robô Opportunity ter ultrapassado, a 2 de julho, os 3.000 dias de trabalhos científicos sobre a superfície de Marte. A NASA tinha planeado uma missão de apenas 90 dias, mas acabou por durar 33 vezes mais.
Tanto o Opportunity como o seu "irmão" Spirit, aterraram em Marte em janeiro de 2004. O segundo resistiu a quase 2000 dias de missão até ter ficado preso em terreno difícil no final de 2009. A última comunicação com a Terra foi a 22 de março de 2010.
O robô Opportunity capturou as imagens a partir de uma elevação conhecida entre os cientistas da NASA como "Haven Greely" numa extremidade da cratera Endeavour. As cores da imagem são alteradas pela agência espacial para "enfatizar as diferenças entre os diferentes materiais."
"Esta visão proporciona um excelente cenário para o trabalho químico, geológico e mineralógico que a equipa realizou em Haven Greely, durante o quinto inverno marciano do robô", revelou Jim Bell, da Universidade do Arizona, citado pelo diário espanhol ABC.
"Também temos uma imagem espetacularmente detalhada da maior cratera de impacto à qual já alguma vez chegou um robô", acrescentou.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Explosão solar dificulta telecomunicações na Europa



Nesta semana, uma rajada de partículas emitidas pelo sol causou interferência em transmissões de rádio por toda a Europa.
Rajadas como essa, chamadas de “ejeções de massa coronal” (EMCs), são resultado de fortes distorções no campo magnético do sol. Além de conter bilhões de toneladas de gases, raios-X e radiação ultravioleta, elas chegam à absurda temperatura de 100 milhões de graus Celsius. A ejeção que causou interferência na Europa sequer estava vindo direto para a Terra, o que nos dá uma ideia do poder desse fenômeno.
Vez ou outra, nosso planeta (ou, melhor, seu campo magnético) é atingido por EMCs menores, e o resultado são intensos flashes de luz. Às vezes, contudo, uma EMC pode causar tempestades magnéticas, interferindo em satélites e redes de energia. Em 1989, seis milhões de moradores do Quebec (Canadá) ficaram sem eletricidade por causa de uma ejeção.
Sabe-se que as atividades solares ocorrem em ciclos de 11 anos – e o pico do ciclo atual está previsto para 2013. Em outras palavras, mais fenômenos violentos estão a caminho.
Além das EMCs, fortes alterações no campo magnético do sol também causam as chamadas “manchas solares”. “Nos próximos dois anos, estamos esperando que o número de manchas solares visíveis chegue ao máximo”, relata o pesquisador Matthew Penn, do Observatório Solar Nacional dos Estados Unidos. “Elas são capazes de causar as maiores e mais danosas tempestades espaciais”, completa.
Parece que o campo magnético da Terra vai ter bastante trabalho para nos proteger ano que vem.